De todas as coisas divertidas para fazer em Sines, esta talvez seja a mais inesperada.
Portugal é conhecido pelo sol, pelas ondas que batem recordes e por uma enorme variedade de vinhos, mas, no Alentejo, um retiro de surfskate está a mudar a forma como adultos com vidas ocupadas pensam as férias.
O slow travel está cada vez mais em voga — aquele tipo de viagem que te deixa desligar e encontrar alegria e diversão nos momentos do dia a dia.
Já lá vai o tempo em que a graça era pegar num mapa da cidade e enfrentar multidões e filas enormes para riscar uma lista de monumentos. Hoje, muitos viajantes procuram experiências fora da caixa e um ritmo mais lento quando fazem uma pausa do trabalho.
Foi essa a sensação que a Svenja Pieritz quis criar quando ela e o companheiro, o David, dono da Surfskate Las Palmas, decidiram organizar um retiro pop-up de surfskate em Sines.
O retiro, chamado Sanana, foi uma semana de mergulho total no surfskate, no Alentejo e no estilo de vida slow living.
O Sanana Retreat: um campo de skate para adultos
Desde o início, o objetivo do Sanana foi juntar os talentos da Svenja e do David numa só experiência. Os dois trabalham a tempo inteiro em tecnologia, mas são apaixonados por skate, cozinha e fotografia. Usaram todas estas competências para criar o programa do retiro.
Decidiram que a Svenja, chef vegana, ia cozinhar as refeições saudáveis do retiro. O David dava os workshops. E os dois ficavam encarregues de manter o ambiente divertido e de ajudar os participantes a criar laços.
«De propósito, não apresentámos o retiro como um treino de alta competição, mas sim como uma oportunidade de aprender algo completamente novo», conta a Svenja. «Queríamos que as pessoas sentissem que tinham feito novos amigos.»
Essa aposta em ligações descontraídas foi, no fundo, o que fez do retiro um sucesso.
«Ainda hoje falamos no WhatsApp, a partilhar vídeos de surfskate e progressos», conta a Svenja. «Ver toda a gente a apoiar-se ainda me deixa um bocadinho emocionada. É tão especial!»
Escolher o espaço de retiro certo em Portugal para surfskaters
A Svenja e o David escolheram rapidamente Portugal para acolher a primeira edição do Sanana. O tempo ia estar quente, e um sítio junto à praia, onde os participantes pudessem relaxar e surfar, era uma grande vantagem.
Mas, para um retiro de surfskate, havia outras coisas a ter em conta na escolha do espaço.
Para começar: a que distância fica o skate park?
A Manas Slowliving destacou-se logo como o sítio perfeito para o Sanana. A Svenja já tinha ficado na Casa de Sines da Manas. Sabia que a casa tinha zonas comuns amplas, quartos bem pensados e uma cozinha grande. Era ideal para o grupo pequeno de dez pessoas. A casa fica também a cinco minutos a pé da Praia Vasco da Gama, de onde sai uma ciclovia de 5 km até à praia da Costa do Norte, perfeita para andar de skate ao pôr do sol.
E, melhor ainda, a comunidade local tinha acabado de construir um skate park novinho em folha mesmo ali ao cimo da rua.
A Svenja e o David não foram os únicos a sentir que a Casa de Sines da Manas Slowliving era a escolha certa.
«Assim que vi a casa, soube logo que estávamos no sítio certo», recorda a Sarah, uma skater que participou na edição de 2025 do Sanana. «Apaixonámo-nos pela vista sobre a baía e por todos os pormenores escolhidos com tanto carinho.»
A Casa de Sines: um espaço de retiros à beira-mar para criativos
A Casa de Sines é uma das casas da Manas Slowliving, pensada para grupos de até 14 pessoas numa casa à beira-mar cuidadosamente renovada, que foi a casa de férias de infância da fundadora, Inês Vilar. A renovação feita pela Inês dá ao espaço um ambiente descontraído que poucos espaços de retiro modernos conseguem oferecer.
A outra casa de férias da Manas Slowliving é a Casa de Santiago. Fica ali perto, em Santiago do Cacém, e está disponível para grupos mais pequenos, de até quatro pessoas, e para residências tranquilas.
Para saberes mais sobre o que a Manas Slowliving tem para oferecer, visita o site.
Dez skaters à conquista de Sines na Manas Slowliving
Em abril de 2025, a Svenja e o David estavam prontos para a primeira edição do Sanana. Chegaram a Sines com sol e com o espaço perfeito para o retiro de surfskate: uma casa virada para o mar e a poucos passos da Praia Vasco da Gama.
Depois, começaram a chegar os skaters. Em pouco tempo estavam a partilhar o primeiro jantar daquela que viria a ser uma semana de descanso e diversão sem pressas. Os dias começavam com um pequeno-almoço vegano preparado pela Svenja, seguido de workshops de surfskate, sessões ao pôr do sol, vídeos para analisar os movimentos de cada skater e até uma ida ao Pumptrack de Lisboa.
No fim da semana, todos pareciam ter passado por um processo de enfrentar medos e criar laços — até os animais.
O skate como forma de abrandar e fazer amigos
A Melanie, skater principiante, contou como a experiência da sua cadela resume bem o ambiente que podes esperar do Sanana e da Manas Slowliving.
«Ao início, a minha cadelinha tinha medo dos skates», recorda. «Mas, com o tempo, aprendeu a tolerá-los. Toda a gente a adorava e ajudava-me a não a perder de vista em casa, e ela adorava ir cumprimentá-los todas as manhãs.»
Para a Sarah, a experiência mostrou também como é importante arranjar tempo para o lazer quando se é adulto e se trabalha.
«Continuo a achar que foi a melhor decisão que tomei nesse ano», diz. «Não me lembro de outra semana, em adulta, em que me tenha sentido tão envolvida em comunidade e alegria, sem a minha cabeça ocupada a atrapalhar.»
O futuro do Sanana
A Svenja e o David ficaram muito felizes com o sucesso do primeiro retiro de surfskate do Sanana em Portugal e com a ligação que se criou entre os participantes. Mas foi precisamente essa sensação de algo especial que deixou a Svenja indecisa quanto ao futuro do retiro.
«A experiência foi tão especial que, durante algum tempo, era quase impossível imaginar fazer outro retiro com outro grupo», conta. «Mas agora estamos a pensar numa possível segunda edição para o final de 2026.»
Ainda assim, é difícil imaginar que não continuem, quando a experiência foi tão positiva para tantos participantes.
Quando lhe perguntam como foi dedicar uma semana ao skate em adulta, a Melanie lembra: «Fez bem à alma.»
A Sarah também guarda boas memórias do tempo em Sines. «Dias cheios, coração cheio, cabeça vazia», diz.
Não há dúvida de que uma segunda edição traria tanta alegria e ligação como a primeira.
Para saberes mais sobre o Sanana e entrares na lista de espera, visita o site do Sanana.
Estás a pensar organizar o teu próprio retiro? Manda-nos uma mensagem e tratamos dos detalhes contigo.
Conta-nos a tua ideiaSobre a autora
Lucianna Chixaro Ramos é uma escritora do Rio de Janeiro que já viveu em três continentes. Escreve sobre viagens, cultura e a evolução do turismo responsável. Agora a viver no Porto, a Lucianna orienta workshops e retiros de escrita criativa pensados para ajudar quem escreve a abrandar e a reencontrar-se com o seu trabalho.
Perguntas frequentes
Quais são as melhores coisas para fazer em Sines?
Sines é conhecida sobretudo pelas praias, pelos spots de surf e pelo ambiente descontraído de terra à beira-mar. Na lista do que não podes perder estão a Praia Vasco da Gama, um passeio pelo centro histórico, peixe e marisco fresquíssimos e atividades ao ar livre como surf ou surfskate. Se queres fugir aos roteiros mais batidos, os retiros e as experiências à volta de uma atividade são uma forma cada vez mais popular de conhecer a região. A Manas Slowliving é uma das casas que recebe retiros com regularidade. Podes saber mais sobre os próximos retiros na página de retiros.
Vale a pena visitar Sines?
Sines é uma ótima escolha se estás a explorar Portugal e preferes um destino mais sossegado e menos turístico. A beleza natural da baía, rodeada de encostas, as atividades ao ar livre e a simpatia das pessoas são algumas das razões pelas quais o Alentejo é hoje a região onde o turismo mais cresce no país. Sines tem também um ritmo mais lento do que sítios como Lisboa ou o Algarve. É especialmente apelativa se te interessa o surf, os retiros criativos ou simplesmente passar tempo junto ao mar sem multidões.
O que é o surfskate e em que é diferente do skate?
O surfskate é um estilo de skate pensado para imitar em terra a sensação de surfar. As pranchas têm um eixo dianteiro especial que permite curvas mais fechadas e movimentos mais fluidos. Ao contrário do skate tradicional, o surfskate foca-se mais nas curvas e na fluidez do que em manobras, o que o torna acessível a principiantes.
O Sanana é indicado para principiantes?
Sim! O surfskate e o Sanana Retreat são considerados indicados para principiantes, sobretudo num contexto estruturado como um workshop ou um retiro. Muitos adultos começam sem qualquer experiência. Com bom acompanhamento e um grupo que se apoia, a maioria das pessoas ganha confiança e as bases em poucos dias.
Há campos de skate para adultos em Portugal?
Sim, embora sejam menos comuns do que os campos para jovens. Alguns retiros em Portugal, como o Sanana Retreat, oferecem experiências de surfskate pensadas especialmente para principiantes de todas as idades. Normalmente juntam aulas, alojamento e atividades em comunidade, num ambiente sem competição.
O que posso esperar de um espaço de retiros em Portugal?
Com os espaços de retiros cada vez mais populares em Portugal, as experiências podem variar muito. Alguns focam-se no slow living, na natureza e nas experiências partilhadas. Outros apostam no bem-estar de luxo e têm spa no próprio local. Em geral, podes contar com um alojamento confortável, algumas refeições incluídas e uma mistura de atividades organizadas e tempo livre, numa experiência de viagem única. Espaços como a Manas Slowliving oferecem a casa e podem pôr os organizadores em contacto com os serviços necessários para que o retiro corra bem. Se organizas retiros e estás à procura do próximo espaço, fala com a Manas Slowliving para ver se a Casa de Sines é uma boa opção para o teu projeto.